DADOS
Aniversário:
10 de Outubro
Emancipação Política: 10 de Outubro
de 1947
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
Área: 379,096.000 Km2
Altitude: 816 metros
Latitude: 23° 25' 00''
Longitude: 51° 26' 00'' W-GR
CLIMA
Subtropical Úmido Mesotérmico, verões
quentes com tendência de concentração
das chuvas (temperatura média superior a 22° C),
invernos com geadas pouco freqüentes (temperatura média
inferior a 18° C), sem estação seca definida.
DISTÂNCIAS
Da Capital: 386 Km
Do Porto de Paranaguá: 477 Km
Do Aeroporto Estadual mais Próximo: 37 Km (Londrina)
Do Aeroporto Municipal: 10 Km
DIVISAS
DO MUNICÍPIO
Norte: Rolândia
Sul: Apucarana
Leste: Londrina
Oeste: Sabáudia
TEMPERATURAS
MÉDIAS
Máxima de 32º C e Mínima de 8º C
Topografia: Relevo predominantemente plano com ligeiras elevações
Rios: Ribeirão Pirapó, Córrego Lageado,
Ribeirão Três Bocas, Córrego dos Apertados,
Bacia dos Bandeirantes.
ENTRONCAMENTO
RODOFERROVIÁRIO R.F.F.S.A.
BR-369, PR-444 e PR-218
POPULAÇÃO
2002 (Agosto)
Urbana: 87.746
Hab. Rural: 3.638
Hab. Total: 91.384
(Fonte IBGE)
ASPECTOS
ECONÔMICOS DE MERCADO
- 476 Indústrias;
- 162 Indústrias Moveleiras;
- 1743 Comércios;
- 2182 Prestadoras de Serviços;
- 03 Hospitais;
- 11 Agências Bancárias.
ASPECTOS
SOCIAIS
- 22 Escolas Municipais;
- 14 Escolas Estaduais;
- 10 Escolas Particulares;
- 15 Centros Educacionais Infantis (Creches);
- 26 Unidades de Saúde;
- 01 Unidade de Saúde 24 horas;
- 30 Equipes do PSF - Programa Saúde da Família;
- 10 Equipes Programa Saúde Bucal;
- 01 Coro Municipal;
- 01 Cinema;
- 01 Universidade;
- 02 Teatros;
- 01 Biblioteca;
- 02 Jornais;
- 03 Revistas;
- 03 Rádios;
- 18 Programas Assistenciais;
- 15 Conselhos Municipais;
- 01 Centro de Convivência do Idoso (CCI);
- 01 Centro de Convivência da Família;
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SURGIMENTO DO NOME
A
senhora Elizabeth Thomas, quando em um passeio pelo povoado
que se iniciara observando juntamente com o Sr. Arthur Hugh
Milier Thomas (Conhecido como Arthur Thomas) e o Sr. Erwin
Frohlich pediu a esse que o auxiliasse a dar um nome bonito
para este local. Havendo uma cabeceira de uma das águas
que envolta esta cidade árvores frondosas em que cantavam
muitas arapongas com o seu canto de timbre metálico,
lembra o som produzido por um martelo batendo em uma bigorna,
assim foi dado o nome à ave de ferreiro, o nome desta
ave foi aceito pela Sra. Elizabeth Thomas. No ano de 1947
foi editada a primeira portaria para Arapongas e que naquele
tempo era somente um pequeno povoado, mas já era elevado
a Município. O milagre se realizou. Da terra dadivosa
que o homem laborioso cultivou e cultiva vem surgindo as grandes
lavouras. Cidades que se erguem em tão pouco tempo.
E o Norte do Paraná projeta-se no cenário do
Estado e do País, pela forte expressão econômica
demográfica e política que representa. Segundo
alguns o primeiro ser humano que aqui pisou foi um índio
em 1905 que habitava a região de Apucarana onde verificou-se
a riqueza e potencial da terra roxa. Fonte: Enciclopédia
dos Município Brasileiros Planejada e Orientada por
Jurandyr Pires Ferreira - presidente do I.B.G.E. de 25/03/1959.
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FUNDAÇÃO DA CIDADE
O
município de Arapongas, situado na prodigiosa região
do Norte do Paraná, é uma resultante da Iniciativa
da Companhia de Terras Norte do Paraná, pioneira do
progresso e desbravamento de toda uma região. A cidade
de Arapongas como as demais idealizadas, planejadas e fundadas
pela requerida companhia, não surgiu por acaso, nem
foi construída sem um plano diretor, previamente elaborado.
Seu idealizador e fundador foi William da Fonseca Brabason
Davids, diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná,
que na época da fundação de Arapongas,
exercia o cargo de Prefeito Municipal de Londrina. No ano
de 1935, o comerciante francês Renê Cellot e sua
filha Geanine Cellot compraram os primeiros lotes de terrenos,
destinados à construção urbana. Assim
em 28 de setembro de 1935, Renê Cellot e sua filha se
estabeleceram com uma casa comercial no mesmo local onde ainda
hoje se encontra o prédio do Banco Brasileiro de Descontos,
Rua das Andorinhas esq. com Av. Arapongas, antiga Av. Presidente
Vargas. No mesmo ano foi aberto e vendido o primeiro lote
agrícola ao agricultor brasileiro Floriano Freire.
Imediatamente, diversos outros lavradores, de diferentes nacionalidades,
fixaram residência no lugar e se estabeleciam com casas
de comércio. Entre estes, cumpre relacionar:
Pedro Vicentin - Italiano
- João Shmereha - Ucraniano
- Angelo Navarro Saez - Espanhol
- João Caldeira Alves - Português
Nos anos seguintes foram povoadas as glebas destinadas às
Colônias formadas por imigrantes japoneses e eslavos,
surgindo, assim, em 1937, as Colônias Esperança
e Orle já povoadas, que muito contribuiram para o progresso
e expansão do novo patrimônio. Arapongas continuou
a fazer parte do território do município de
Londrina até o ano de 1943, quando foi criado o de
Rolândia, ao qual passou a pertencer, já agora
como distrito judiciário, criado pela Lei nº 199
de 30 de dezembro de 1943, que aprovou a nova divisão
administrativa do Paraná, para vigorar no quinquênio
1943-1947. Devido a falta de transportes, o distrito crescia
vagarosamente, esse problema ainda mais se agravou em decorrência
das restrições motivadas pela segunda grande
guerra. Nessas condições, até o ano de
1945, a sede distrital possuia umas 600 casas e era servida
pela então Estrada de Ferro São Paulo-Paraná,
que logo depois foi incorporado, passando a integrar o patrimônio
da Rede de Viação Paraná - Santa Catarina.
Não obstante, o povo de Arapongas continuou a lutar
bravamente pelo seu progresso e bem-estar, chegando a constituir
uma entidade com a designação da Sociedade dos
Amigos de Arapongas, para pugnar pela sua autonomia, progresso
e desenvolvimento. E foi assim que, em virtude desses esforços,
o Governo Estadual, pela lei nº 2 de 10 de outubro de
1947, criava o município de Arapongas desmembrando-o
de Rolândia e elevando a sua sede à categoria
de cidade. Aquela época, o município possuia
uma área total de 2007 quilômetros quadrados
e se compunha dos distritos administrativos da sede municipal,
Astorga e Sabáudia. Poucos dias após a publicação
da Lei nº 2 de 10 de outubro de 1947, foi empossado no
cargo de Prefeito interino o Sr. José Simonetti que
permaneceu até a posse do primeiro prefeito eleito,
o Dr. Julio Junqueira, em 09 de novembro de 1947, por uma
coligação de partidos da oposição.
A posse do Dr. Julio Junqueira realizou-se trinta dias após
a eleição.
O primeiro prefeito enfrentou vários problemas políticos,
tendo, inclusive cassado o seu mandato, de que se livrou através
de uma hábil manobra política. Em 16 de janeiro
de 1948 foi instalada a comarca, criada pouco antes, na categoria
de primeira entrância, sendo que dois anos depois foi
elevada diretamente à categoria de terceira entrância.
O primeiro Juiz de Direito foi o Dr. Ismael Dorneles de Freitas,
e o primeiro promotor Público foi o Dr. Marcolino Leite
de Paula e Silva. Em 22 de julho de 1951 foi eleito Prefeito
Municipal o Sr. João Cernichiaro, que como seu antecessor
lutou com graves problemas de ordem política. Mesmo
assim, Arapongas continuou progredindo. Nesse período
foi iniciado o calçamento dos logradouros da cidade;
construído o conjunto do Paço Municipal; abertas
diversas rodovias e criadas numerosas escola municipais
Por duas vezes teve João Cernichiaro decretada a cassação
do seu madato, e por duas vezes dois Presidentes da Câmara
Municipal tentaram assumir as funções do Prefeito
Municipal, somente não o conseguindo devido à
intrepidez e à bravura do Prefeito que resistiu até
pela fôrça às manobras de Câmara
Municipal. Finalmente, recorrendo à instância
superior. João Cernichiáro, teve ganho de causa,
continuando no poder até o fim do seu mandato. Em 1952
Arapongas perdeu o território do distrito de Astorga,
que foi desmembrado e transformado em município autônomo.
A medida posta em prática pelo Governo do Estado não
teve boa repercussão, tanto assim que dos vinte vereadores
com assento na Câmara Municipal, cinco renunciaram ao
seu mandato, em sinal de protesto. Em 1954 novo desmembramento
sofreu o município de Arapongas, com a criação
do de Sabáudia, território do antigo distrito
do mesmo nome. Com mais essa perda, a comuna reduzida à
área do distrito e sede municipal. Arapongas nos últimos
anos (1959) sofreu grande impulso por parte dos administradores
e a cidade, principalmente, tem progredido extraordinariamente,
colocada entre as maiores e mais importantes centros urbanos
do Norte do Paraná.
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CRESCIMENTO
Foi
no ano inicial de 1935, quando entrou pela primeira vez um
veículo de tração motora na futura povoação.
Era um carro aberto tipo "jardineira", que permitia
o acesso direto a qualquer dos bancos. Suas primeiras viagens,
foi para trazer lavradores que procuravam localizar-se e,
quando aqui chegava, parava em pleno mato que ainda não
fora derrubado. Depois da construção feita pelo
Sr. Cellot, a sua casa passou a ser o ponto de ônibus.
Seguiram-lhe diversas construções, entre as
quais a pensão do Sr. Otávio Botaro, que hospedou
o pessoal da Companhia de Terras Norte do Paraná e
os compradores primeiros.
A maioria das primeiras casa eram feitas de tábua serradas
no giráu, até que, em 1936 foi instalada a primeira
serraria pelo francês Sr. Faiolle, a qual foi posteriormente
vendida a firma J. Monteiro. A mataria pertencente ao patrimônio,
foi cedida de graça, com todas as madeiras, aquela
serraria, com intuito de limpeza do terreno para o mais rápido
arruamento. Foi constituída então, uma comissão
encarregada de construir o templo católico, no mesmo
local em que se encontra a atual Matriz. Sob a orientação
do Padre Albert Rudolf e a presidência do Sr. Rafael
Linham, a igreja foi construída e inaugurada em 1937.
O Padre Carlos Dietz, que vinha mensalmente celebrar missa
no povoado, escolheu a invocação dos "Santos
Anjos" para a futura paróquia, porém, o
Sr. José Monteiro, proprietário da serraria,
devoto de N. S. Aparecida, ofereceu uma imagem da virgem,
que foi transportada em procissão solene desde a serraria
até a capela, originando-se daí a mudança
do orago quando da criação efetiva da paróquia.
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PRIMEIRA MISSA
Em
abril de 1935 iniciou-se a venda de lotes urbanos no perímetro
da futura cidade de Arapongas. O primeiro comprador foi Renê
Cellot que adquiriu quatro terrenos localizados na esquina
da atual rua das Andorinhas e Avenida Arapongas. Nesse local
em que hoje existe o Banco Brasileiro de Descontos S/A (Bradesco)
foi construída a primeira casa comercial e residencial
que servia também de agência postal, parada de
ônibus e uma bomba de gasolina. No quintal desta casa
(hoje estacionamento do Bradesco), o vigário de Londrina,
Pe. Carlos Dietz, celebrou a primeira missa no patrimônio
de Arapongas, no dia 09 de setembro de 1936.
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VILA ARAPONGUINHA
Vila Araponguinha, a Fazenda Santo Antonio a que está
mais ligada à vida da cidade, foi adquirida no ano
de 1922, por Dr. Américo de Oliveira Sampaio, quando
ainda residia em Olimpia, no estado de São Paulo, permanecendo
porém, intacta, até o ano de 1935, quando foi
penetrada pelo lado da estrada Bule, nas suas cabeceiras.
Antes da sua abertura, faleceu Dr. Américo, sem ter
conhecido sua propriedade por falta de caminhos. Em 1937,
D. Catarina Racanelo Sampaio contratou o plantio de café
e a formação de uma grande extensão de
pastos para a criação de gado. A área
original de 800 alqueires foi diminuida por alguns loteamentos
rurais e urbanos, ficando atualmente com mais ou menos 500
alqueires. Com 250 mil pés de café, centenas
e vacas leiteiras outro tanto de gado de engorda, é
a principal produtora de leite para o consumo urbano, dando
trabalho a dezenas de famílias que ali residiam. Com
o progresso constante da cidade, foi necessária a urbanização
de uma grande área da fazenda, por onde passam a estrada
de ferro e a auto estrada asfaltada entrecortando-a, para
formar as atuais Vilas Araponguinha, Sampaio, Bernardo e Industrial,
numa extensão de mais de dois quilômetros. Nessas
vilas se localizam muitas de nossas indústrias, centros
de diversões, e ensino, que lhes emprestam um ambiente
bastante agradável. Os Estádio Municipal, as
piscinas do Clube Campestre, Associação dos
Trabalhadores, Internato S. Luiz Grupo Escolar Antonio de
Oliveira Sampaio (Antonio Racanello Sampaio), Grupo Escola
Vila Sampaio, Grupo Escolar Vila Industrial, associações
e templos religiosos, comércio, indústria, postos
de gasolina etc, tudo contribuindo para ali formar um grande
centro educacional.
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CICLO DO CAFE
O
café entrou no Brasil pelas mãos de um português,
o comerciante Melo Palheta, que plantou algumas mudas num
fundo do quintal em Belém do Pará em 1727. Dali
o café percorreu todo o litoral brasileiro, sempre
em pequenas plantações para uso da casa ou em
vendas e quitandas. Mas, um século depois, já
havia grandes plantações no Espírito
Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, de onde abraçou
para São Paulo. Escolhido pelos fazendeiros como produto
de exportação nas terras do Sul, o cafeeiro
mostrou que podia produzir muito mais e os mercados europeus
pagavam muito bem pela bebida que se tornava moda.
Em Campinas, os cafeeiros encontraram as primeiras terras
roxas e o resultado foi melhor ainda. Em 1850, o café
era o nosso primeiro produto de exportação.
Os fazendeiros enriqueciam e abriam novas fazendas, compravam
cada vez mais escravos para o trabalho na terra. Estimulava-se
a vinda de todas as raças para o Brasil. O café
normalmente, levava 4 anos para a primeira colheita. No Norte
do Paraná as primeiras colheitas confirmaram o "O
Ouro Verde" que se tinha. Mal começavam a plantar
café no Norte velho do Paraná e os trilhos da
estrada de ferro Sorocabana chegavam até Ourinhos fronteira
com S. Paulo. Em 1924, Lord Lovat conhece as primeiras terras
e fazendas do norte do Paraná e conclui que não
haveria lugar melhor para o plantio do algodoais e cafezais.
Por isso a base econômica forte da época em Arapongas
e região foi basicamente o Café.
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